Henrique Duarte Neto: À espera do fantasma da liberdade (2022)

Henrique Duarte Neto, nasceu no interior de Santa Catarina em 1972, é graduado em Filosofia pela UFSC e doutor em Literatura pela mesma universidade. É autor dos seguintes livros de poesia: Musas seguidas de poemas filosóficos (Insular, 2019), Provocações 26 (Kotter, 2019), 34 pequenos exercícios poéticos (Primata, 2020), 3 em 1 (Kotter, 2021) e À espera do fantasma da liberdade (Primata, 2022).



Os poemas a seguir foram selecionados do livro À espera do fantasma da liberdade (Primata, 2022), disponível neste link.



8

verão, a carne sofre
em descompasso íntimo:
sol na meia-idade.

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Caroline Prince: Aurora (2021)

Caroline Prince nasceu na cidade de São Paulo, em 1990. Formada em Direito, escreve por ofício e por fascínio com o mundo que observa.


Os poemas a seguir foram selecionados do livro Aurora (Primata, 2021) disponível neste link.



IPÊ-AMARELO

Dançar é como canto as músicas
que ainda não aprendi. Reparei primeiro
no tapete dourado, não de todo pisoteado. Tropecei,
e foi para cima que olhei.

(É tempo de vôo, não de queda)

E eu vi o céu, ele
cantava em amarelo
Da melodia,
só conheci a cor.

O equilíbrio não tem descanso.
Meu corpo, naquele dia,
adormeceu dançando.


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Susanna Busato: Moldura de Lagartas (2020)

Susanna Busato é poeta e professora de poesia brasileira (Unesp). Autora dos livros de poemas Corpos em Cena (Ed. Patuá, 2013),  finalista do 56º Prêmio Jabuti, em 2014 e Moldura de Lagartas (Selo Demônio Negro, 2020). Publicou a plaquete Papel de Riscos, pelo Centro Cultural São Paulo, em 2013. Ganhadora do Mapa Cultural Paulista, categoria Poesia, em 2010. Tem poemas publicados em vários sites e revistas de poesia e literatura. Participou da Mostra “Poesia Agora” no Museu da Língua Portuguesa (2015), na Caixa Cultural do Rio de Janeiro (2017) e na Caixa Cultural de Salvador (2017). Como declamadora, participou do Recital Multitudo Haroldo de Campos, no Itaú Cultural (2011), em São Paulo e do Recital Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros (homenagem a Oswald de Andrade), na FLIP em Paraty (2012), com patrocínio do Itaú Cultural.



Os poemas a seguir foram selecionados do livro Moldura de Lagartas (Selo Demônio Negro, 2020).




CANTIGA DE ESPERA



A saudade boa ressoa
como uma vontade louca
como uma sede
lambida no rosto
do tempo deposto.
A saudade costura
a palavra ainda crua
como um dardo na mente
a fustigar a espera
lenta
do encontro
nascente.

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Renato Mazzini: O último verão de nossos inimigos (2020)

Renato Mazzini (1981) nasceu, vive e escreve em Santa Fé do Sul, interior de São Paulo. Trabalhou com rádio, escreveu crítica musical e foi professor de inglês. Publicou os livros de poemas “Paisagem com dentes” (Oficina Raquel, 2009), “Aqui começa a Antártida” (Patuá, 2015), “História inconclusa de la velocidad” (Zindo y Gafuri, Buenos Aires, 2016) e “O último verão de nossos inimigos” (Urutau, 2020). Teve poemas publicados em diversos veículos, impressos e virtuais no Brasil, Argentina e México.



Os poemas a seguir foram selecionados do livro “O último verão de nossos inimigos” (Urutau, 2020)”.



O ÚLTIMO VERÃO DE NOSSOS INIMIGOS


Tenho uma mão boa
e essa mão desempenha bem
com uma faca
sobre troncos de árvore e sobre
meu próprio coração

Tenho um olho bom
e esse olho desempenha bem
com uma luneta
perseguindo obsessivamente
a tolice da terra firme


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João Henrique Balbinot: Meta amorfoses de um corpo abjeto (2020)

João Henrique Balbinot, paranaense de interior, nasceu em 1989. É um artista multiexperimentalista e também psicólogo. Como escritor, publicou os livros de contos “No arco-íris do esquecimento” (Multifoco, 2012) e “Permeabilidades do intransponível” (Patuá, 2016), e também os livros de poesias “Pequenezas e outras infinitudes” (Multifoco, 2014), “O medo de tocar o medo” (Patuá, 2018) e “Meta amorfoses de um corpo abjeto” (Patuá, 2020). Mantém no Instagram a página @poesia_fugidia onde compartilha seus escritos e colagens analógicas. Contato: [email protected]



Os poemas a seguir foram selecionados do livro Meta amorfoses de um corpo abjeto (Patuá, 2020).




NO CÉU, O QUE NOS ESPERA

Palavras perdidas de vôo
Empedrados pássaros
Calcificam-se no ar parado da tarde
E caem meteóricos
Mascarados pelo excesso de luz

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