Diogo Cardoso: Sem lugar a voz (2016)

Diogo Cardoso é bacharel em Letras pela Universidade de São Paulo. Participou de diversos projetos literários, dentre eles o sarau Faça pArte, em parceria com o departamento de cultura de São Bernardo do Campo, Leitores itinerantes, sob curadoria de Tarso de Melo e foi um dos curadores do projeto Clarice Lispector:. Frequentou 
diversas oficinas literárias, dentre elas Tantas Letras, sob coordenação de Tarso de Melo, e de Criação poética, 
sob coordenação de Claudio Willer. Têm publicações em diversas revistas literárias, impressas e virtuais, dentre as quais Polichinello, Zunái, Mallarmargens e O Cacto. Atualmente, é integrante do coletivo Tantas Letras.

 

 

Os poemas a seguir foram selecionados do livro Sem lugar a voz (Dobradura Editorial, 2016).

 

 

 

 

OS FOGOS

 

 

minha voz grita
a distância que seus cabelos
cantam fogos ateados.

o grito bate nos cabelos,
voz de fogo ardendo púrpura em sua
boca que guarda esse meu grito oco.

longe.

o desespero queima as idades,
meu grito estancado no vento
onde seus cabelos deitam
carícias que minha voz guarda silêncios.
– seus cabelos de rosáceas mudas.

grito o desespero oblíquo de não tocar-me

os seus cabelos que não
me batem luzes líquidas
a sua boca que guarda
em mim o seu silêncio

– grito que seus cabelos em minha boca
sepultam

o que de ti me calo

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Gente de Palavra Paulistano 15 – Homenageado: Roberto Bicelli

Alguns registros em vídeo do sarau Gente de Palavra Paulistano 15, em homenagem ao poeta Roberto Bicelli, organizado por Rubens Jardim e Davi Kinski, na Patuscada – Livraria, bar & café, dia 31/01/2017.

 

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